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Blog AndersonBrandao.com.br

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Por que a menopausa engorda?

A menopausa é um momento da vida da mulher caracterizado pela diminuição e/ou interrupção da produção de hormônios sexuais que promovem alterações metabólicas e que podem levar ao aumento do peso. Mas é possível reverter a situação. Entenda como o estrogênio e a progesterona agem no organismo feminino e como a falta deles afeta esse funcionamento.



Estrogênio e progesterona

O estrogênio é um hormônio que ajuda na sensibilidade da insulina, ou seja, ao consumir açúcar o seu corpo libera a quantidade desse hormônio que é eficaz para que o seu corpo responda de maneira adequada (retirar o açúcar do sangue) e controle os efeitos negativos do cortisol (aumento do peso, estresse, mau humor, insônia). Já a progesterona tem efeito contrário ao do estrogênio na insulina, mas trabalha em conjunto com o estrogênio no controle dos efeitos negativos do cortisol.

Por que isso é importante? Porque a insulina e o cortisol são uma combinação hormonal ruim para a perda de gordura. Esses dois hormônios, quando combinados em grandes quantidades por longos períodos, levam o organismo da mulher a estocar gordura quando as calorias estão altas (ao invés de construir músculos), e reduz a quantidade de gordura queimada quando as calorias estão baixas (queimando os músculos). E é por isso que a falta ou redução desses hormônios afeta diretamente o peso, principalmente na região abdominal.

O que fazer?
Primeiramente é preciso ter consciência de que o organismo na menopausa é muito mais sensível ao carboidrato e ao estresse. Ou seja, se o estresse enfrentado anteriormente, o pouco sono e a quantidade de carboidrato ingerido não afetavam o seu peso no passado, com a menopausa isso certamente muda. E suas atitudes também precisam mudar. Para lidar com essas mudanças hormonais, é necessária uma abordagem diretamente ligada a insulina, ou seja, agora você precisa de uma dieta que tenha uma abordagem mais ligada aos hormônios do que à quantidade de calorias.

O que comer?
O primeiro passo é lembrar que o problema não é mais somente o açúcar. Na menopausa é preciso controlar todos os alimentos que podem alterar a insulina. E isso inclui muitos itens considerados saudáveis, como grãos integrais, frutas doces, laticínios e vegetais ricos em amido. A solução então é reduzir esses alimentos e aumentar a ingestão de proteínas, de frutas menos doces e de vegetais com menos amido.

Como se exercitar?
Os exercícios também deverão ser adaptados ao novo funcionamento do organismo. Agora é preciso considerar vários fatores.

O cortisol é produzido durante os exercícios intensos e de longa duração, que incluem longas corridas, HIIT, e treinamento com peso como a musculação, por exemplo. Contudo, o exercício intenso aumenta a produção de GH e testosterona, hormônios que trabalham juntos com o cortisol para queimar gordura e construir/manter os músculos. E os exercícios de longa duração não tem ação balanceadora dos hormônios do crescimento (GH) pois somente aumentam o cortisol sem  a produção de GH e testosterona. Esse aumento do cortisol durante a menopausa, aumenta os riscos de ganho de peso. Por isso, na menopausa, os exercícios curtos e intensos são os mais benéficos se comparados aos exercícios longos de intensidade moderada.

Vale lembrar que o cortisol também pode ser controlado com atividades relaxantes como caminhadas, yoga, Tai Chi, massagem sauna e qualquer outra atividade restauradora.

Por que isso é importante?

Assim como cada organismo é único, a dieta e a forma de se exercitar também devem ser adaptadas à cada um. Fazer a mesma dieta e os mesmo exercícios de antes não serão eficazes se o seu corpo mudou. A menopausa representa uma mudança enorme no organismo feminino e merece atenção especial. Olhe atentamente para as reais necessidades do seu corpo e procure um especialista que te ajude a atendê-las da melhor forma possível.

Fonte: Metabollic Effect

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