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Blog AndersonBrandao.com.br

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Campeões mundiais do treinamento? No pain, no gain para quem?

Chegamos à época do ano mais esperada por uma grande parcela da população brasileira: o verão, o carnaval e nesse momento em que as pessoas, na busca do tão sonhado corpo perfeito e do resultado imediato, relembram o caminho da academia. Porém, esse tipo de comportamento imediatista só gera mais frustrações.
Nessa onda, as redes sociais são invadidas por um fenômeno, os chamados desafios. E estes nada mais são do que a junção de todas as técnicas radicais conhecidas. Como, por exemplo: dieta sem carboidrato, exercícios em jejum, exercícios em alta intensidade, etc.
É claro que o resultado ‘vai aparecer’, mas a grande questão é, ele vai se sustentar?
As pessoas buscam pelo resultado imediato e se esquecem de que o ganho de peso não aconteceu de um dia para o outro. Por outro lado, os profissionais de educação física, na maioria das vezes, estão mais preocupados em montar uma série de treinos perfeita para um atleta campeão, mas que não condiz com a realidade da pessoa que irá realizá-la.
A verdade é que para as pessoas sedentárias qualquer tipo e quantidade de exercício ou atividade física já promovem melhora. Um estudo espanhol publicado em 2015 no periódico Journal of Applied Physiology demonstrou que variados programas de exercícios executados por voluntários(as) obesos(as), aliados a uma dieta orientada, promovem a perda de gordura e ganho de massa muscular. Então, o caminho a seguir é uma rotina de exercícios inteligente e condizente com as necessidades individuais.
Vale lembrar ainda que a consistência é fundamental para obtenção dos resultados. De nada adianta ter uma excelente prescrição se a pessoa não vai à academia. De acordo com pesquisas da IHRSA (International Health, Racquet & Sports Club Association), as pessoas matriculadas em uma academia de ginástica não chegam a ter uma frequência de duas vezes por semana.
Assim, antes de querer transformar a pessoa em uma máquina de treinamento, é preciso fazer com que ela frequente a academia. Para isso, ela precisa sentir-se bem e confortável ao realizar a atividade física e aqui há uma parte fundamental para que qualquer pessoa atinja resultados positivos: a mente.
Sim, ao treinar o corpo não se pode esquecer de treinar a cabeça/mente, pois o nosso cérebro tende a abraçar e reforçar situações que geram mais prazer. Novamente, aquela prescrição na base do ‘no pain, no gain’, cheia de dor e sofrimento para quem está começando, só vai levar a um resultado: a desistência.
A abordagem mais intensa de treinamento tem sim resultados mais positivos e a ciência continua demonstrando isso, porém, é necessário analisar para quem e para quê. A busca por resultados rápidos leva a adoção de táticas ‘suicidas’ e o resultado continuará sendo longe do desejado. A pessoa vai continuar fora de forma (no pior cenário, lesionado) e ainda mais frustrado. Não existe receita e cabe ao profissional de educação física reconhecer as necessidades de cada pessoa, seus objetivos individuais e assim orientar para uma prática saudável.

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