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Blog AndersonBrandao.com.br

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Mais do que a obesidade: 76% da população mundial tem excesso de gordura

Por Anderson Brandão e Renata Souza

Haveria uma relação diretamente proporcional entre a obesidade e o excesso de gordura? A ciência tem demonstrado que não. A obesidade tem sido descrita como doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 1948 e ainda não tem recebido devida atenção. Isto devido a apresentação de teorias como “obesidade saudável” (ou seja, pessoas que estão acima do peso mas não apresentam alterações em seus exames). Mas a verdade é que a obesidade é sim uma doença crônica.

Em um estudo apresentado no periódico Frontiers in Public Health (2017) foi observada uma nova situação com relação a composição corporal da população mundial, cada vez mais obesa. O que chamou a atenção foi o fato de que 76% da população mundial está com excesso de gordura. Esse número inclui além de pessoas obesas  e de indivíduos com sobrepeso aqueles cujo peso é considerado normal mas que possuem uma quantidade de gordura corporal capaz de promover danos à saúde.

Sabe-se que a obesidade é determinada, também, através do cálculo do IMC (Índice de Massa Corpórea) contudo,  esse indicador falha quando o assunto é a composição corporal (relação entre a quantidade e a distribuição da gordura no organismo do indivíduo). Por exemplo: uma pessoa com IMC maior do que 30 é considerada obesa porém se for um atleta bodybuilder a sua composição corporal mostrará um percentual de gordura menor do 10%. O contrário também pode ocorrer: uma pessoa com IMC considerado normal (por exemplo, 20) pode apresentar um percentual de gordura de 28%.

Um outro método para se avaliar a composição corporal é a medida da circunferência da cintura em que números muito altos (homem maior que 93 e mulheres maior que 79) possuem forte relação com um risco alto para doenças metabólicas.

Os possíveis caminhos para que as pessoas com excesso de gordura possam melhorar a composição corporal passa pela orientação correta quanto à dieta e exercícios físicos. São necessários protocolos que consigam melhorar o metabolismo para que o excesso de gordura seja eliminado em definitivo. Porém o que se observa são abordagens que contribuem justamente para o acúmulo da gordura (exercícios extenuantes e passar fome). 

Procure a orientação de especialistas da área de Nutrição e Educação Física buscando não somente diminuir o peso. O foco deve ser melhorar a composição corporal: ser forte e magro!

Fonte: Philip B. Maffetone, Ivan Rivera-Dominguez, Paul B. Laursen. Overfat and Underfat: New Terms and Definitions Long Overdue. Frontiers in Public Health, 2017;

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